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A mostrar mensagens de março, 2011

Guerras Ultramarinas - Opiniões

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. . GUERRAS ULTRAMARINAS - Opiniões A questão das guerras ultramarinas tem merecido uma avalanche de opiniões e comentários cujos autores mais parecem mixordeiros a atirar lama para cima das muitas centenas de milhares de combatentes que cumpriram, o melhor que puderam e souberam, os seus deveres patrióticos. Alguns dos comentadores e contadores   de estórias chegam a resvalar para o ridículo das narrativas abstractas conjecturando cenários jamais imaginados. O que lemos e ouvimos são incongruências desfasadas da realidade que muitos viveram naquele tempo. Custa-me acreditar que os homens, com graves responsabilidades nas acções brutais de repressão e chacina aquando dos acontecimentos da revolta na Baixa do Cassange, tenham a veleidade de vir para a praça pública tentar justificar os excessos cometidos pelos seus comandados. Seria mais razoável que essa gente se recolhesse no silêncio, resguardando no esquecimento os seus actos selvagens. Ao longo dos tempos, muitos dos inter...

Guerras Ultramarinas - 50 anos

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MEMÓRIAS DA GUERRA ULTRAMARINA – 50 ANOS A tragédia que anunciou o fim do Império ultramarino chegou em 4 de Fevereiro de 1961 a Luanda. A Casa de Reclusão Militar, a Cadeia de São Paulo e a 4ª Esquadra da PSP, foram atacadas por grupos de insurrectos que as assaltaram. A refrega sangrenta deu sete polícias e algumas dezenas de bandoleiros mortos. Foi uma madrugada de raiva que se anunciava por causa dos conflitos laborais com os trabalhadores produtores de algodão na Baixa do Cassange. A agitação na cidade de Luanda era perceptível desde que as autoridades portuguesas começaram a prender os cabecilhas da revolta contra a empresa Cotonang, que quis obrigar os agricultores a cultivar o algodão a preços mais reduzidos. O sossego em Luanda terminou abruptamente. No dia do funeral dos polícias, e nos dias que se seguiram, a população branca avançou contra as populações dos muceques e abateu centenas de negros. Foi o atiçar do ódio que se veio a espalhar pelas terras do norte de Angola, a ...

Sinais da Borrasca

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FUTURO SEM ESPERANÇA O mais deplorável da sociedade moderna é que um bando de parasitas possua avultadas riquezas e viva do supérfluo luxo desmesurado, enquanto uma multidão de famintos vive na mais miserável pobreza sem qualquer esperança de futuro. Qual é a moral dos que gozam os privilégios sem se perturbarem com a supressão brutal dos direitos humanos mais elementares como a alimentação. A revolta dos espezinhados e o grito dos famintos será o rastilho a incendiar o mundo dito civilizado. Os custos para suster a insegurança dos acomodados serão tão elevados que nenhum estado ou grupo de estados ficará imune à revolução e à desgraça que se avizinha. Imagine-se o que será o mundo daqui a uma dezena de anos, quando os estudantes universitários de hoje chegarem ao poder, depois de passarem pelas prateleiras dos partidos da governação, enquanto outros, que não encontram trabalho para ganharem o seu sustento, já traumatizados, protestarem contra a ditadura da alienação colectiva. O qu...