Mensagens

Bloqueios dos Tempos Sombrios

Imagem
  Razões para o Sentido da Vida    As coisas que vemos e queremos mudar…    Francamente, não percebo porque há tanta gente a modificar-se!    Há dias, falava com um jornalista brasileiro, que fez reportagens comigo nas “revoltas” do Kosovo, e logo me afrontou com as mudanças de atitude dos novos jornalistas na busca da verdade: “lembras-te Coelho, quando pretendíamos falar dos acontecimentos das guerras nos Balcãs, organizamos a viagem e fomos ao meio do turbilhão para noticiar com verdade”?  Ora, vejo cada vez mais pessoas a alterar as suas rotinas e formas de ver para avaliar os desvarios cometidos pelos governantes caseiros, tal como os mandantes do mundo.    Sempre estive atento, como uma sentinela alerta; sinto desgosto por ver o servilismo estampado nos noticiários que nos enchem as televisões na hora do almoço. Conheço alguns jornalistas com vontade de prestarem melhor informação mas, logo os comentadores “patrocinados” d...

Ano Novo - Governança em Contramão

Imagem
  A ESPERANÇA DESESPERADA    Estamos no limiar do fim do ano que vem como quase todas as coisas importantes da vida: sem pedir licença e com um certo ar de déjà vu. Abre-se o calendário novo, ainda imaculado, como se fosse uma promessa, e fecham-se doze meses gastos, cheios de intenções que ficaram a meio caminho, ideias que envelheceram antes de nascer e projetos que já vinham do ano anterior - esse passado recente que fingimos não reconhecer.    Chamamos a isso recomeço. Talvez por pudor. Talvez por medo de lhe chamar repetição.    Há sempre essa tentativa íntima de alinhar o futuro: “para o ano é que é”. Para o ano cuidarei melhor de mim, para o ano farei aquilo que adiei, para o ano terei tempo. Mas o corpo, menos paciente do que a imaginação, vai deixando sinais. A saúde já não é uma abstração distante, é um bem negociável, frágil, dependente de filas, senhas e diagnósticos tardios. A idade avança sem metáforas e o tempo deixa de ser um aliado gen...

Russofobia-Pedagogia do Medo

Imagem
  GENERAL MANDON NA CANÇÃO DA GUERRA O general francês Fabien Mandon, Chefe do Estado-Maior do Exército, fez recentemente soar os tambores da inquietação ao discursar perante a Comissão de Defesa da Assembleia Nacional. Numa intervenção que mais parecia um prelúdio de guerra do que um relatório técnico, o militar advertiu que o exército russo “pode ser tentado a continuar a guerra” na Europa e que a França deve “estar pronta para um choque em três ou quatro anos”. A frase não passou despercebida. Foi noticia, noticia de noticias - e um alerta que, à primeira vista, parece um exercício legítimo de prudência estratégica. Mas à segunda leitura - e sobretudo à luz do contexto político - o discurso do general soa menos como uma previsão e mais como um ensaio de dramatização orçamental. A canção começa: “o inimigo aproxima-se” Há décadas que o Ocidente alterna entre o medo e o desdém face à Rússia. Mas, com a guerra na Ucrânia, a tensão ganhou nova utilidade: a da mobilização...