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O DESPERTAR dos COMBATENTES...

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  Extracto do Livro, passado em Angola Trigésimo Sexto Capítulo                          Um CORPO... em forma de MÚMIA!            Mais de uma semana após o incidente nas matas de Quimaria, fui encontrar os dois feridos no Hospital Militar em Luanda. O Fontes estava com tantas ligaduras que mais parecia uma múmia em estado deplorável – aguardava melhoras para poder aguentar a viagem para o hospital da Estrela, em Lisboa. Percebia-se que ainda estava inconsciente, e o que restava do seu corpo moribundo flutuava entre a vida que o metabolismo celular se esforçava por regenerar e a morte que pairava por cima da cabeceira da cama em forma de aparelhagem com apetrechos para ginástica!         Para o Fontes, a vida tem várias vias: depois de ilibado da reclusão, onde passou os piores dias isolado na escuridão das masmorras húmidas, seguiu com os demais ...

Combater por quem?

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  OS PORTUGUESES NAS GUERRAS ULTRAMARINAS 1 – Fundamentos do discurso patriótico Por natureza, nenhum ser humano deseja a guerra. Os antepassados transmitiam o espírito de luta aos mais novos, por razões de sobrevivência, na disputa dos territórios e dos bens necessários ao consumo humano. Naturalmente que as pessoas tendem a defender aquilo que lhes pertence, mas ninguém tem vocação para o sofrimento que as guerras impõem aos seus participantes directos. Admite-se que muitos soldados têm relutância em combater, especialmente quando desconhecem a causa do combate. Mesmo o discurso do patriotismo não funciona para todos os cidadãos de igual modo, tendo em conta as mudanças sociais, a idade, o estatuto social ou a identidade com a Pátria. No caso português, quase todos os combatentes foram empurrados para a guerra em circunstâncias adversas aos seus interesses, com fundamento na preservação do território português, tão propagado pela comunicação social e nos discursos oficiai...