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Tempo de Liberdade

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Só entende o valor da Liberdade,  quem algum dia sofreu injusta clausura... Clik na Imagem: https://www.facebook.com/Joaquim-Coelho-Reporter-Poeta-106927634333065/

Porque fomos à guerra?

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  O Despertar dos Combatentes – em Tempo de guerra        Nestes tempos sombrios da actualidade portuguesa, é nosso dever realçar os feitos extraordinários dos antepassados, que nos podem reanimar a esperança de lutarmos com convicção para melhorarmos o rumo da nossa vida colectiva, dentro duma nação com história e valores de dimensão mundial.      Os Combatentes, portugueses nas guerras ultramarinas, foram os continuadores das memoráveis descobertas e souberam partilhar muito das suas vivências com as populações das terras para onde foram destacados. Mas a guerra é sempre incómoda e destrutiva; razão porque é natural que nenhum ser humano deseje a guerra.      As lembranças da guerra fazem parte de nós… são o espólio que não conseguimos entregar no quartel aquando da desmobilização; fazem parte do nosso espólio de combatentes participantes numa guerra estranha e mal compreendida! Na embriagues do destino,...

Conceito de Poesia

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À Assistente Doutora Luciana Silva, Directora da Comissão para   a “Antologia de Poesia da Guerra Colonial”. Porque escrevo para descrever alguns estados de Alma? Quando acompanhava o poeta Pedro Homem de Melo, na apreciação dos Ranchos Folclóricos que deveriam ser escolhidos para exibição na Televisão, deambulei por diversas terras do interior do Minho e das Beiras, onde fui sensibilizado para escrever algo em forma de poema. As paisagens e o ambiente rural desenvolveram em mim a mística da simplicidade dos camponeses e comecei a escrever versos para os Ranchos Folclóricos. O Professor Pedro Homem de Melo ficava horas e horas sentado à beira dos riachos a meditar; de quando em vez, também escrevia. Foi um tempo de grande aprendizagem, até porque este homem de Afife também foi meu professor. Os primeiros poemas foram publicados na revista INICIAL do Colégio João de Deus, do Porto, e depois na “Notícia” de Angola e com crítica bastante favorável. Outros foram pub...

Memórias dos Tempos

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OS MEUS RECADOS em memória Com o passar dos anos, sinto vontade de desafiar as confrangedoras regras do mundo. Num mundo dominado pela exclusão dos bons princípios e dos valores universais, é conveniente procurar outras formas de viver em conformidade com a nossa consciência, preservando o que de melhor nos convém. Os desafios são imensos mas vale a pena. Quando vem à memória a trágica condição da guerra, as lembranças estão vivas e as imagens são reais. Naqueles tempos de Angola e Moçambique, encontrei muitos homens bons, com desempenho e sentimento, com os quais convivi agradavelmente, sempre com elevado sentido de camaradagem e companheirismo, bem integrados nas acções operacionais; alguns, até, choraram comigo os momentos de angústia na espera dos helis de evacuação que chegaram tarde demais! Também encontrei algumas mulheres… sensuais e atrevidas, que me animaram nos dias de tédio e fazem parte do meu percurso de vida com sonhos de liberdade, entre amor e aventura. D...

Musas do meu Imaginário

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  ENCRUZILHADAS DA VIDA Quando o desejo é uma caricatura da ilusão que reforça a identidade que procuro na natureza humana, fico com a sensação de que estou a resvalar para uma relação mais contemplativa do que fundida nas feições duma mulher. A mulher é mais do que um corpo feminino, é uma inspiradora de sentimentos e afectos que gosto de compartilhar. Às vezes procuro encontrar-te neste universo apaixonante dos sentidos e vejo uma ilha que qualquer vendaval pode destruir. Ao tentar descobrir o que te vai na alma, mesmo com o auxílio da imaginação, percebo que te debates contra a sociedade e a desumanidade das pessoas que se tornaram egoístas. Das palavras, dos olhares, dos gestos e dos sentimentos transmites um pesado sentimento de revolta por te sentires injustiçada. Ao tentares descobrir as causas, sentes-te oprimida e desiludida por não reconhecerem e pagarem o mérito do teu trabalho, por teres que gerir a vida familiar com escassos recursos, por te limitarem nas relaçõ...

Combatentes Indignados

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        À Comunicação Social  OS COMBATENTES indignados  Nós não estamos a pedir mais do que nos é devido. Nós queremos que nos devolvam o que a guerra nos tirou: anos de vida, pelo desgaste prematuro; a dignidade estigmatizada no desprezo a que fomos votados pelos governantes da Pátria que juramos defender. Perdemos parte da juventude e dos nossos sonhos ao serviço da Pátria. A guerra nunca foi atraente. Estivemos lá porque somos pessoas de bem-querer à Pátria e a sociedade política nos obrigou. Muitos mergulharam no desespero e perderam a noção da realidade; outros sentiram o sangue a esvair-se sem retorno. Os que regressaram sentiram o abandono e o tormento das maleitas agarradas ao corpo e as visões das emboscadas e dos corpos esfacelados a perturbar as noites mal dormidas e completamente zonzos pelo stress sem redenção. Confrontados com a imensa escuridão do regime que deu lugar à descolonização, às amplas liberdades e profundas...