terça-feira, 25 de agosto de 2009

DEMOCRACIA - PROTESTOS

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Democracia - PROTESTOS

Os conflitos gerados na sociedade em função das desigualdades sociais tornam-se banais e banalizam o civismo apregoado nas campanhas eleitorais. Sintoma duma democracia fragilizada e decadente, protagonizada por politiqueiros que andam a reboque dos interesses egoístas, em busca das benesses dos grandes investimentos com direito a chorudos “bónus”. A falsa apologia dos bens da democracia que se demarcam do “Robin dos Bosques” para melhor encherem os bolsos, transporta-nos para uma sociedade de contornos escabrosos, onde os homens públicos se transformam em sagazes negociantes capazes das mais tenebrosas acções de pilhagem dos bens da Nação.
Para agravar mais a descrença nesta forma de praticar a democracia, esse poder corrupto confraterniza com os promotores das fraudes e falências de empresas que recebem apoios públicos, mas que nunca chegam para os larápios e engenhosos esquemas dos desvios a olhos vistos. São os gastos selvagens, são os compadrios e proveito próprio do património do estado, das empresas e dos trabalhadores que produziram a riqueza. E os governantes, que têm todos os meios para fiscalizarem e punirem os desmandos, desculpam-se com as desculpas do “foi inesperado, desconhecíamos a situação...” - santa ignorância, um cinismo atroz. O absurdo desta desgraça está na retórica descarada com que se propagam as mais pavorosas heresias da sociedade de consumo.
Só denunciando este pesadelo do espectro da fome e da miséria social em consequência do desemprego, que atinge cada vez mais famílias, causando males incalculáveis à auto-estima dos desafortunados. O cinismo contundente só pode gerar tensões perturbantes na harmonia das famílias, intranquilidade e angústias destruidoras da vontade, e a competição construtiva transforma-se numa guerra de sobrevivência, onde não haverá moral nem ética que trave essa perigosa derrapagem para a violência.
Sente-se que o conflito está instalado na sociedade. Os sinais de intranquilidade são evidentes, e os detentores do poder e da justiça continuam cegos aos clamores dos famintos, porque vivem o seu nefasto egoísmo. Enquanto isso, os valores basilares da sociedade humanizada são destruídos, e vemos a era da globalização a transformar gente generosa em delinquentes, homens bem formados em vilões e já se ouvem os murmúrios dos escravos deste tempo sem esperança.
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Prof. Medina Carreira diz:

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