sexta-feira, 31 de julho de 2009

ONDE ESTÁ A JUSTIÇA?

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Medina Carreira, profetisa

A JUSTIÇA É INJUSTA

Há padrões de valores na sociedade que deveriam ser imutáveis, porque são a essência da vida em harmonia com a condição dos valores humanos. Muitas vezes, a adulteração desses valores começa nos Tribunais, que deveriam administrar a justiça em função dos argumentos da verdade e no respeito pelas leis, mas que o fazem com base nos argumentos do dinheiro e dos interesses de grupos e de classes próximas dos juízes.
A primeira atitude de muitos juízes é proteger os arguidos, desvalorizando os crimes de que são acusados. Depois, em vez de decidirem em função da perigosidade do criminoso e dos prejuízos que as suas acções causaram a terceiros e à sociedade, abrigam-se na ambiguidade da Lei Penal para proferirem sentenças que minimizam a causalidade dos crimes e esquecem os verdadeiros actos criminosos que deveriam ser severamente punidos.
Quantos julgamentos tiveram desfecho sem qualquer condenação só porque as provas não foram testemunhadas nem filmadas, embora os indícios apontem para a culpabilidade do arguido. Quantas sentenças proferidas contra a corrente das provas, só porque os advogados de defesa ou os arguidos têm algum relacionamento com os juízes. Quantos credores defraudados por más decisões dos juízes, só porque os documentos de prova (facturas ou outros) não correspondem ao verdadeiro valor da dívida, pelo simples facto de que uma factura emitida obriga ao pagamento dos Impostos inerentes sem a certeza de que será reembolsado por decisão do Tribunal, sabendo-se que a justiça demora anos e anos para proferir a sentença.
Muitos juízes são insensíveis ao fenómeno das dívidas por trabalhos efectivamente prestados, incluindo a aplicação de materiais, sabendo-se que muito boa gente vive em casas com esmerado conforto sem que o tivessem pago. Bem diz o Bastonário da Ordem dos Advogados: “os Tribunais são um paraíso para os caloteiros e um pesadelo para os credores”. Está tudo dito!

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